terça-feira, 14 de outubro de 2008

CINZENTO







CINZENTO



Dos olhos surgia um sonho desfeito.
Um incorrigível tom de desalento.
Foi uma sedução sem brilho, amordaçada.
Uma fonte de lágrimas, um rompimento

O Céu esboçava uma cor adormecida.
Um longo passado muito lento.
Foi uma história sem razão silenciada.
Uma suspeita de amor, um sofrimento.

O corpo sugeria um insensato efeito.
Um ofegante segredo, um momento.
Uma noite sem fim, atraiçoada.
Uma tentação de amor, um instrumento.

Um som imitava uma voz enternecida.
Um insensível desejo, de tormento.
Uma vida sem dó, assassinada.
Uma sombra de medo, um movimento,


10/1992
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