segunda-feira, 21 de abril de 2014

Nas Escadas que não sabemos onde



Nas escadas que não sabemos onde

Sentado nas escadas, não sei de onde
Contigo a meu lado estou.
Procuro o contacto das tuas mãos, nas minhas.
Não me as recusaste.

Ali de mãos dadas estavam dois adolescentes.
Falavam de si um  ao outro.

Sinto o contacto das tuas mãos, forte.
A intensificar-se. Fala-se de amor,
De repente um beijo.
Um longo beijo e uma mágica palavra.

A Magia aconteceu. Os corações acenderam-se
Dali nasceu, uma grande paixão.

Sentados nas escadas, de mãos dadas estamos
Nas escadas que não sabemos de onde


02/01/1985

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Ato de Contrição (Versão online)

Já fui bébé, já fui menino.
Já fui Principe, já fui Rei.
Já voei pelos céus, já naveguei pelos mares
Já amei, sem ser amado.
Já lutei, já ganhei, já perdi.
Já tive amigos, que não eram.Tenho amigos que o são.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Bela , Alegre, Feliz , Livre


Bela , Alegre, Feliz , Livre


Lendo poemas antigos.
Recordo-me de ti.
Deito-me, fecho os olhos.
Vejo-te.

Corres por um campo primaveril
De flores amarelas, selvagens.

Os pássaros levantam voo
Cantam, cânticos de amor.
Eles são livres.
Como eu gostava de ser livre.

Apanhas uma flor.
Outra, outra mais.
Uma, puseste-a nos cabelos.
És Bela.

O dia cai.
Os pássaros recolhem.
Cantam cada vez mais alto.
As flores ficam mais amarelas
O sol esconde-se

A noite nasce.
No céu estrelado.
O som dum rio.
Uma rã, ouvem-se

Por detrás de um monte
Aparece a lua
Agora dá para te ver.
Sentada na relva.
Cantando baixinho.

Cantando algo.
Lindo, divino.
O meu coração ouve.
Sente-se consolado.

Um raio de sol mostra-se
A lua desaparece.
Os pássaros acordam
Recomeçam os seus cantos.

Voltas a apanhar uma flor
A colocá-la nos cabelos.
Recomeças a correr.
Pelo prado primaveril.

Continuas o teu caminho
Aquela flor no cabelo
Faz-me sonhar, sorrir.
Agora danças
Danças por entre as flores.

E o vento canta.
Faz coro aos pássaros.
Danças, cantas, corres.
És bela, alegre, feliz…..livre



14/02/1985

sábado, 14 de agosto de 2010

ADORAVA TER-TE COMIGO

ADORAVA TER-TE COMIGO




Chocamos os nossos destinos.
Local onde reina o sol.
Aguas banhando-nos.
Um dia , talvez
Diamante negro
Iremos descobrir-nos
Amar-nos naturalmente



Cabelos negros.
Laço nos cabelos
Ar de menina
Uma pele macia
Dum longo bronzeado
Impecável, adorável.
Adivinhas nos teus olhos



Caio nos teus olhos.
Ligo o meu olhar no teu
Ardente, rebelde.
Um beijo desejado
Destinos, desatinos
Indomáveis desejos
Areia salgada, beijos.



Colhe-se muito
Lanças-me no espaço
Atiras-me o teu olhar
União especial, doce
Dás o que tens de melhor
Ilha negra
Atira-te por mim dentro



Conheço o teu nome
Louco por te ver
Amor á primeira vista, simples
Ultrapassando todos
Desolado de tudo
Iríamos longe
A um local desconhecido



Cobre-me nos teus olhos
Lembras-te de mim
Acolhi a tua figura
Um dia nos veremos
Dolente por esse dia
Impactos, suspiros, palavras
Adorava ter-te comigo


30/07/1985

quinta-feira, 10 de junho de 2010

CONCLUSÕES NA NOITE



A cidade está iluminada
A chuva faz companhia
Um carro passa.
Pessoas correm, molham-se.



Encontro o calor da noite
Imaginado, em alguém querido
Sonha-se com carícias, beijos
Sentado nos bancos de uma avenida.



Tu és miúda, impecável, bonita
E quero que sejas
A minha miúda esta noite.



A chuva caí, mas na mesma
Procuro o calor.
O frio aperta
Anda-se para aquecer.



Concluo que ainda penso em ti
O que posso fazer é pouco
Concluo que ainda te quero
Sem eu te querer.



Cruzes no meu caminho
Tornados, tempestades
O vento empurra-me
Empurra-me para ti



Encosto o meu braço ao teu corpo
De novo aquela sensação
Aquele corpo leve, sedoso
Nenhum de nós quer ser o primeiro



A noite continua molhada
As pessoas regressam a casa
A rua fica deserta
Acho que vou fazer o mesmo


Paulo Ramoa
Novembro 1985

domingo, 23 de maio de 2010

ONDE ESCONDES O TEU AMOR

Onde escondes o teu amor.
Deves saber fugir á verdade.
Os teus olhos são misteriosos
Nunca te vi a olhar-me nos meus.


Desejos de Primavera.
Desejo de te ter nos meus braços
O meu amor não o consigo esconder.
Os meus olhos não te enganam.


Percorremos caminhos separados.
Por vezes magoas-me com situações.
Por vezes seduzes-me com atentados.
Autênticos atentados de beleza.


Prosseguimos o caminho separados,
As nossas vidas afastam-se
Um dia ainda vou descobrir.
Onde é que escondes o teu amor.



03/05/1987

terça-feira, 23 de março de 2010

Quando dei por mim

                                       
Quando dei por mim.
Estava sentado……
A olhar……………
A tua face, o teu corpo.



Quando dei por mim,
Já estavas longe.
Parado…………….
Vi-te fugir.



Quando dei por mim.
Amava-te loucamente.
Esperava………….
Um regresso, uma esperança.



Quando dei por mim.
Não te vi.
Luto……………….
Para compreender.



16/09/1985

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Se Eu Pudesse...

Se eu pudesse….sempre

Olhar para os teus olhos,
Ler o que existe dentro deles.
Tentar perceber o seu brilho
Que a mim me confundem.

Sabes, …. eu adoro os teus olhos.



Se eu pudesse….sempre

Passar a mão pelos teus cabelos,
Extrair deles, toda a sua luz
E sonhar com um por do sol radioso
Que a mim me põe feliz

Sabes….eu adoro os teus cabelos


Se eu pudesse….sempre

Entrar pelo teu sorriso
Ver nele todo o teu amor
E lentamente sentir o seu sabor.
Que me deixa apaixonado

Sabes… eu adoro o teu sorriso.



Se eu pudesse….sempre

Pegar nas tuas mãos
Acariciá-las levemente
Desejar conhecer o teu mundo
Que a mim me excita

Sabes….eu adoro as tuas mãos


Se eu pudesse….sempre

Sentir os teus lábios
Junto aos meus
E no final, naturalmente.
Ao mesmo tempo dizermos

Sabes…..eu amo-te

14/02/94

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Rainha da Solidão






Deixa-me entrar, no teu reinado.
Deixa-me entrar no teu coração.


Nos teus segredos, deixa-me entrar.
Na tua solidão, deixa-me entrar


Nos teus olhos, deixa-me olhar.
Os teus cabelos, deixa-me afagar.


Na tua solidão deixa-me entrar.
No teu reino deixa-me entrar.


Eu o quero conquistar.
Rainha da solidão



18/02/1984

domingo, 10 de janeiro de 2010

Estava Capaz









Estava Capaz


Estava capaz de fazer loucuras contigo.
Arrasar o tempo, inverter as vontades.
Olhar-te, tocar-te, inventar-te.
Colher toda a tua inocência, provocá-la.
Levar-te a onde nunca poderás imaginar.
Extrair de ti todo um sentimento.
Fazer com que sintas a minha alma.
E depois arrastar-te pelos meus sonhos.


Estava capaz de te amarrar por pensamentos.
Experimentar o teu coração, tentar o teu corpo.
Adorar-te, beijar-te, sonhar-te.
Soltar palavras pela escuridão.
Deixá-las circular, apoderarem-se de ti.
Falar-te dos ventos, das chuvas, dos tempos.
Escolher os momentos, viver os instantes.
E depois, deixar o ar apoderar-se de mim



Maio 1991

domingo, 27 de dezembro de 2009

PAZ (PERTURBADA)

                                                   PAZ (PERTURBADA)


Cá dentro tudo em paz.
No silêncio do meu quarto.
Mas lá fora,
O mundo arde, arde de ódio.


Cá dentro tudo é claro.
Cá dentro, nada muda.
Mas lá fora.
O mundo escurece, escurece de raiva.

Esqueceu o significado da paz.
Quando saiu lá fora e.
Regressou infestada de raiva e ódio.

Mas cá dentro tudo em paz.
No silêncio do meu quarto
Apago a luz e vejo-te
Infestada de raiva e ódio.

Um dia quando não puderes voltar
Vais-te julgar.
E eu vou abrir o meu caminho
Por este mundo
Que arde e escurece em morte.

Vou esquecer o que senti (por ti)
Porque afinal.
No silêncio do meu quarto
Tudo continua em paz.

20/01/84

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Musicas de Uma Vida - III

Uma mais de Natal.....

http://www.youtube.com/watch?v=eCr30OVMjHA

NUMA ESPÉCIE DE CÉU

NUMA ESPÉCIE DE CÉU




A música corria lenta.
Peguei na tua mão
Os teus olhos diziam-me, tenta.
Leva-me no teu coração.


As luzes dolentes adormeciam.
Lentamente os nossos corpos dançavam.
Os teus cabelos seduziam.
Enquanto as luzes se apagavam.


A escuridão era total.
Os corpos apertavam-se.
Aproximavam-se de um ponto final.
Aos poucos deliciavam-se.


Nervosos, os lábios tremiam.
Algo ansiavam.
Deixavam tudo o que temiam.
Enquanto deliravam.


Sem contarem, acariciavam-se.
Preparavam o momento.
Com a música, juntavam-se
Esperavam pelo sentimento.


Num sussurro pediste, beija-me.
Hoje perdi a noção.
Quero-te, deseja-me.
Ouve o meu coração.


Os lábios uniram-se
Quentes, doces, picantes.
No escuro, os olhos viram-se
Eternos amantes.


Dezembro 1988

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Musicas de Uma Vida - II

Música de Natal com alma e sentimento, por uma causa , .....a fome!

Band Aid - Do they know its Christmas time

http://www.youtube.com/watch?v=8jEnTSQStGE


Versão Longa ( Não recomendada a pessoas impresionáveis)


http://www.youtube.com/watch?v=uq7cLKAVFME


sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

O Medo das Lágrimas









O medo das lágrimas,
Vai-nos deixando.
A vida real, verdadeira.
Ganha sentido.

A realidade é difícil de enfrentar.
Todos nós temos medo.
Medo de nós próprios.
Medo das lágrimas.

Chorar, as lágrimas vão solucionar.
Esquecer, a meta a atingir.
Superar as amarguras, o medo.
O medo das lágrimas.

Tudo é simples, verdadeiro, real.
A necessidade de nos projectar.
Energia para lutar.
Contra o medo das lágrimas.

Só o medo nos afasta.
Das nossas vontades.
Do amor, da vida.
O medo das lágrimas.

10/06//1985