sábado, 22 de agosto de 2009

ÁS VEZES

                       




                         ÁS VEZES


Ás vezes, queremos aquilo que não podemos
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Ás vezes, sentimos o mundo fugir de nós.
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Ás vezes, deixamos a ilusão mandar na alma
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Às vezes, perdemos a fé de tudo, de nós.
.........................................................................
Ás vezes, sofremos aquilo que não merecemo
..........................................................................s
Ás vezes, fazem da nossa vida um inferno.
..........................................................................
Ás vezes, ficamos quase que loucos.
...........................................................
Ás vezes, ás vezes, ás vezes.
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Paulo Ramoa
1992

MALDIÇÂO - (Parte II)






MALDIÇÂO II


Desejo-te o inferno, por maldição.
O mais terrível dos castigos, que te faça sofrer.
Que o fogo te envolva, te transforme em fumo.
Que nunca sejas nada, que nunca sejas realmente amada.


Que a felicidade não te conheça, ela que se esqueça de ti.
Só em sonhos verás a esperança, ela que morra em ti.
Escolherás sempre o erro, influenciado pelo mal.
Seguirás de encontro aos becos, em acessos de egoísmo.

Desejo-te o inverno, uma constelação de nada
Lá poderás ver o significado de sofrer.
Sentirás no teu corpo, o poder do mal.
Serás atraiçoada, profundamente violada.

Um dia levantarás os olhos ao céu.
Irás orar por angústia, rastejar de dor, de pranto.
Irás implorar, chorar, gritar por alguém.
E verás que estás só, sem ninguém.

Desejo-te um inferno, por futuro
Um túnel sem fim, eternamente escuro.
Que a loucura se apodere de ti, sem perdão.
Que o tempo não te traga, que te enterre no passado.

Só te desejo o inferno, por maldição.

Paulo Ramoa
02/92

domingo, 19 de julho de 2009

Sentir






Sentir



Quando o sentir é arrastar-nos sem noção pela vida
Quando o sentir é perder a consciência num abismo
Então é melhor não sentir, e fugir aos sentimentos.

Quero olhar sem ver, tocar sem sensação
Não quero amar, não quero odiar.
Simplesmente fazer tudo sem sentimentos

Quero viver sozinho entre as pessoas, deslocado.
Não ter desejos e ambições, não ter desgostos e frustrações.
Viver só por viver, despejado de ideais, de emoções

Quero olhar as pessoas, sem elas notarem.
Sugar-lhes os segredos, e em silêncio desmascara-los.
Mostrar-lhes o que fazem pela vida, pelos outros.

Queria dormir sem sonhar, acordar num outro mundo
Falar para conhecer, jogar no desconhecido.
Experimentar o ocaso, viver sem sentir

08/06/1992

quinta-feira, 21 de maio de 2009

VÍCIO



VICIO


Tenho a cabeça a arder,
Os sonhos não acabam.
Na ânsia de te ter.
Nem a realidade os travam.

Há uma corda que se rói.
(há) um querer, um desejo.
Há um sentimento que dói.
(há) uma vontade, de um beijo.

Os olhos que sempre te procuram
A luta entre o querer e o poder.
São situações que perduram.
Em ocasiões de te ver.

Um corpo que faz tentar.
Loucura, doces loucuras.
Um corpo que quer experimentar.
Doçuras, loucas doçuras.

O sofrimento por não ter.
Um desejo não realizado.
O pensamento pelo querer.
Ser perdido, não achado


Há uma corda que se rói.
(há) um querer, um desejo.
Há um sentimento que dói.
(há) uma vontade, de um beijo.


12/01/1989

IMAGINANDO





IMAGINANDO


Imaginar o Voo
E nele viajar
A hora é dos factos
Á parte, as duvidas ainda estão lá

A mente imagina
Raro céu azul em Janeiro
Chuva nas nossas cabeças
Os rios enchem-se

Os factos não se imaginam
Olhando à volta
Todos olham
As dúvidas ainda perduram

A imaginação é livre
Solta os cabelos
Eu gosto de os ver livres
Eles gostam de ser livres

Contudo tudo parte da imaginação
Imaginar-te é um prazer
Desejo ardentemente
Que as dúvidas fossem imaginação

Imaginando um beijo
Uns lábios sedentos
Um corpo acariciado
Imaginando, imaginando-te


14/02/1986

segunda-feira, 4 de maio de 2009

A REALIDADE (DO RELÒGIO)




A REALIDADE (DO RELÒGIO)



Batem as horas no relógio.
Tu ainda não apareceste.
Aí , começo a imaginar.

Começo a sentir medo, por estar só.
Começo sentir-me pequeno, por estar só.
Só queria estar contigo.

Esta sensação que estou
Debaixo dum céu vermelho
Manchado de sangue.
Deixa-me sem forças.

E continuas sem aparecer.
Cada vez que te olho
Vejo um paraíso.
Onde estamos só os dois.

O relógio bate, certo como sempre.
E eu adormeço.
Com a realidade da vida
Com o bater do relógio.


Tick tock….tick, tock



20/01/1984

A NOSSA NOITE





A NOSSA NOITE


Sinto o teu corpo perto do meu
Tenho uns lábios sedentos
A minha mente precisa de se projectar
O meu corpo, eu, precisam de te amar

Umas mãos leves percorrem um caminho.
As linhas sentem-se, sonha-se, imagina-se
A vontade é de percorre-lo muitas vezes
Dois corpos sentindo um só

Sede de te ter
Vontade de comer
Devorar a maça envenenada
Como Adão o fez

Sente-se um arrepio agradável.
Chegou-se ao cume, ao topo da fantasia
Suor misturado com beijo, muito beijo
Tudo desaparece, só nos vemos aos dois

Um corpo é visitado, revisitado.
A loucura atingiu-nos, ambos queremos mais
Oxalá o tempo não nos fugisse
De novo voltámos à carga, guerreamos amor

A noite é escura
Esconderá os nossos segredos
A noite é bela.
Esta será nossa noite.

Temos os corpos juntos, apertados
Temos uns lábios sedentos
O meu corpo. O teu corpo
Precisam de se amar.

15/04/1986

sexta-feira, 3 de abril de 2009

BEIJO





BEIJO


O seu nome é beijo
E nós conhecemos-lo tão pouco
Sempre começa com um beijo
Com um beijo tão louco.

Uma vida de beijos
Ei, uma noite beija
Ardentes desejos
De alguém que os deseja

Talvez um beijo até
Mude o curso dos nossos rios
O nosso amor é
Um barco no rio dos beijos

Como sabes, significa desejo
Significa prazer
Na maneira como te quero ter
Ei. O seu nome é beijo.

17/02/1986

O RITMO DA NOITE






RITMO DA NOITE


È noite, o ritmo da cidade pára.
É noite, a noite chama.
É o som surdo da noite que chama.

Aquele som.
Aquela atmosfera.
Aquela luz.
Não se pode resistir.

O coração acelera o ritmo.
Ouvem-se passos.
O coração quase pára.
Quando vê quem chega.

Abraços, beijos, carícias.
A alegria do encontro.
Depois tudo acalma.
O som da noite,
Regressa surdo como sempre

È noite, a natureza está mais perto.
È noite, sente-se paz, amor, solidão.
Encontramo-nos á nós próprios

Ela fugiu-lhe, e os pensamentos mudam.
O medo invade-o.
O terror penetra-o, a esperança morre.
E ele pensa que,
O sol não mais nascerá.


18/01/1984

terça-feira, 17 de março de 2009

MIRAGENS




MIRAGENS



O som de uma onda
Um grito na madrugada.
E na areia molhada,
O sabor da água salgada

A noite, o vento, o mar.
Uma vaga miragem.
Uma ambição, uma desilusão
Um espírito selvagem.

Fabrica de sonhos,
De ideias excitantes.
Revoluções nas areias.
Vozes estonteantes.

Noite negra, escura.
Uma luz no horizonte.
A solidão do tempo.
No mar, só, perdura


Setembro/89

AO SOM DE UMA GUITARRA



AO SOM DE UMA GUITARRA




Ao som de uma guitarra
Enternecida por ti
Ultrapasso-me a mim próprio.
Só para te ver.


Ao som de uma guitarra
Tocada suavemente por ti.
Verei estrelas de dia.
Para não te esquecer.


Ao som de uma guitarra.
Verei-te no céu.
E eu voarei para ti.
Só para te ter.


Ao som duma guitarra
Enraivecida por ti
Fugirei.
Para não te querer.

26/01/1984

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

GRITA








GRITA



GRITA, Eu vou ouvir.
Os sentimentos que escondes
Explode. Mostra o teu querer
Expulsa. Evade todo o teu prazer


GRITA, nada é mais simples.
Do que unicamente pedir
Sem medo, sem orgulho.
O que desejas sentir


Ao gritar, irás expressar.
Vontades nunca imaginadas.
O fascínio das palavras.
A força dos sons.


GRITA. Eleva-te ás estrelas.
Percorre todas as delicias.
Escorrega nos teus sonhos.
Nos segredos mais queridos.


GRITA. Sou todo ouvidos
Ouvirei que sente o teu ser.
Sôfrego por não se realizar
Pensando que nunca iria amar.


Outubro 1990

domingo, 25 de janeiro de 2009

FOLHA BRANCA





FOLHA BRANCA
(SEM ELA NOTAR SEM A MAGOAR)


Tenho à minha frente, uma folha.
Uma folha branca
Calma, ela espera a violação.
Sem ela notar, sem a magoar

Olho para ela, volto a olhar.
Dá-me pena vê-la branca, vazia.
A tinta, correr-lhe-á pelo seu corpo
Sem ela notar, sem a magoar.

Brilhante a tinta sai da caneta
Inspiração do momento, de quem a comanda
Ideias, pensamentos, duvidas, vidas
Sem ela notar, sem a magoar

E ela sorri, sorri para quem a vê
A vê e a viu, branca, vazia.
(Ela) agora é alguém, subiu na vida
Sem ela notar, sem a magoar.

19/06/1986

QUEBRAR O SILENCIO






QUEBRAR O SILENCIO


Quebrei o silêncio
O silencio das minhas palavras.
Apaguei os sons
Sons que me confundiam.

As pedras estão seguras
Não desabam
A água continua limpa
Com sede a beberás

As luzes apagaram-se
Na imensidão do nada
Tudo voltou ao normal
Á rotina diária

Voltei a quebrar o silêncio
O silencio da língua
Apaguei os sons
Os sons de mim

18/06/1986

A NOITE DA CONQUISTA

A NOITE DA CONQUISTA


Após estas palavras
Te localizarei. Atarefado.
Irei esconder-te num local seguro
Lá iremos cultivar o nosso ideal.

Uma longa noite de prazer.
A imaginação foi-nos buscar
E levou-nos pelo seu corpo
E nós imaginando a nossa paixão.

Acabo de descobrir um jogo.
O jogaremos da próxima vez
Que algo nos toque fundo
E sentiremos, o nosso calor

O teu corpo sempre presente.
O mar, a planície, a montanha.
Tudo de difícil conquista
Como o teu amor.


14/01/1986

Excitar






EXCITAR

Posso pôr-te a delirar,
Com um simples movimento.
Num momento posso acabar.
Com todo o teu sofrimento.

Não te prometo o céu.
Simplesmente excitação.
Do querer, do poder.
Ser corpos em levitação.

Sensações, visões, distorções.
Alívios, suspiros, respirações
Pensamentos, Tormentos, lamentos.
Atracções, altas tensões.

Excitar-te é o meu instinto
Levar-te a sentir
Os poderes do teu corpo.
Num ser faminto.


Julho 1989

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Maldição







Maldição


Ela irá chegar sóbria e quente.
Entrará na tua mente.
E fará te recordar.
Tudo o que me fizeste passar.


De manhã acordarás com a minha figura.
Durante o dia irás ver como a vida é dura
Sofrerás até compreenderes,
Que afinal, não tens tantos poderes.


O meu nome ficará cravado no teu pensamento.
No teu cérebro momento a momento.
Ao chamares por alguém, chamarás por mim.
Este pesadelo não vai ter fim.


Nos teus sonhos lá estarei.
A tua vida seguirei.
Para no final ser eu o juiz.
Pagarás tu, pelo o que não fiz

16/10/1988
Paulo Ramoa

Neste Local





Neste Local


Neste local.
Perdido no meio de tudo.
Haverá outro melhor?


Antes, já foi diferente.
Depois foi o que foi.
Foi um sentimento.
Uma acção, uma vida…….(Neste Local)


O nome, está perdido,…….(Neste local)
Por entre seres,
Sem nome.
O mundo escondeu-se……(Neste local)


Perdeu-se tudo……………(Neste local)
Voltamos ao passado.
Tudo é diferente.
Os números, as letras.


O desgaste da vida
Batalhas queridas
Passeios nocturnos.
Sob a vista da lua…………(Neste local)


Tentativas goradas
Multidão de ninguém
Desfiles nas avenidas ……..(Neste local)


Chuvas desnorteadas.
O norte está aqui…………..(Neste local)
O sul ali……………………(Neste local)


Suplicas dobradas.
Sobre alguém
Que se não acha……………Neste local


Os sonhos .
Não se realizam……………Neste local


Atirai pedras……………….A este local
Desfazei as ruas……………Deste local
Choro desfeito
Em lágrimas duras.


Donos sem cargo.
Liberdade, prisão.
Estradas de nuvens
Tomam posições.
Cara a cara,
Corpo a corpo……………..Neste local


Arvores desfolham-se……..Neste local
Medo possessivo
Olhares traiçoeiros
Fugitivo do fogo…………..Neste local


Temor, raiva
È tudo fingido.
Nos Deuses de agora………Deste local
Jogadores ocultos………….Neste local


Jogadas apagadas
Traição, traição
Fotografias vigiadas
Traição, traição…………….Neste local


Sons de tambores.
Choros convulsivos
Adoração fanática.
Desgostos, desgostos………Neste local

18/04/1985
Paulo Ramoa

Homem Só




Homem Só



Um Homem só, caminha.
Perdido no pensamento.
Simplesmente conta os passos,
Sem de isso ter a noção.

Com a pele queimada,
Peço sol, pela vida.
Assalta ilusões sem querer.
Recebe desilusões sem as perceber.

Um Homem só
Sente-se ausente
Cresce nele a ânsia.
Um Homem só. Sofre.

Cansado e amargurado,
Luta pelo seu ideal.
Por vezes sonha acordado.
Aos poucos enlouquece, atordoado.

Um Homem só.
Vagueia pelo luar.
Olha as estrelas.
Esquece o passado.


Paulo Ramoa
Julho 1990

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

No Outro Lado de Mim

I – VIDA


A vida existe.
E eu, nela metido
Até aos olhos ou mais

Sobretudo, tudo me foge.
Escoltar alguém, a minha missão.
O que queria? Deixem lá
Tudo o que queria, desabou.

Foi um barco que afundou,
Uma dança que acabou.
Dos sobreviventes, eu perdi-me.
O outro salvou-se.

Só é uma situação.
Sozinho, um estado de só.
Solidão, espírito sozinho
E eu de mãos dadas com a solidão.



II – VINGANÇA


Quando as pombas choram,
Os amigos acorrem.
Olha-se para longe,
E eu aqui tão perto

Vingança pedida,
Pedido recusado.
Não mando em ninguém,
Todos mandam em mim.

Mau, é o que não sou.
Tocado com força, abanei.
Sons inteligentes.
Porque será que as rosas têm espinhos?

E ela não me quer.
Eu que faça o que quiser.
O mal do mundo.
Ver-se só por um lado.

Amor, divide-se em dois.
Duas pessoas, que pensam por dois.
Egoísmo, o mal do amor.
Conclusão, não sou egoísta.

O regresso, em ocasiões,
É impossível, mais que isso.
Por isso não lhe peço.
Que regresse.

Mas o impossível, não sei o que é.
È por sua vez impossível.
Sendo assim desisto e peço-te
Que voltes a ser minha.


III – SONHO


Há em mim algo,
Pudera, tenho tanta coisa.
Tem disto? E daquilo?
Logo vi, aqui não tem nada.

È como eu, tanta coisa.
Só que não é o que quero.
Paciência, é o melhor a ter,
Para aturar isto tudo.

As palavras são rudes.
Os sons não são bonitos.
A verdade por vezes é feia
Os sonhos são lindos.

Bem, mas vamos lá sonhar.
Eu queria, queria, …queria.
Queria não. Quero-te toda
Toda dos pés à cabeça.

De sonhar estou cheio,
As notícias não são risonhas.
O futuro é uma incógnita,
Senão não seria futuro.






IV – LOUCURA

Deixemos isso, vamos caminhando.
Loucura , pode ser a minha doença.
Mas alguns precisam,
De mais cuidados que eu.

Precisava de ser maluco.
Queria fazer uma coisa.
Mas vendo bem as coisas.
O tolo sou eu.

Pois vejamos:
Deixei-te ir com tudo.
Não te fiz nada.
Não te vou fazer nada.
Agora peço-te que voltes.

Sei que amanhã é amanhã.
Que hoje é hoje.
Sei também que foste,
E que estou a ficar desnorteado.


V – VERGONHA

A vergonha pode ser.
O que nós quisermos.
Só que há quem não a tenha,
E nós quiséssemos que a tivesse.

Todos me olham com pena.
Coitado lá vai ele,
Com as mãos nos bolsos.
Digo-vos, penas têm as galinhas.

Essas coitadas, só servem.
Para por ovos, e ficar sem pescoço.
Depois são comidas.
Será que eu fui comido também?

Era capaz de fazer alguma coisa.
Se tivesse as certezas.
Curava esta doença,
Que em vão me atacou.

Pois não precisa de atacar
Já que o vírus não me larga
A doença é crónica.
A minha única dor és tu.

VI – BRINCADEIRA

De volta ao começo
Digamos que fui um brinquedo.
Duvidosa brincadeira.
Quem brinca com fogo, queima-se

Caras tristes, chorosas.
Alma perdida por aí.
Confusão nas outras pessoas.
Atordoado com o que se está a passar.

Eu hei-de seguir,
Eu hei-de seguir.
Para onde? Não sei.
Talvez para nenhum lado.

Na tentativa de mim.
Andam, buscam, estragam-se.
Forma-se um muro.
O amor atraí.

Atracção física,
Busca da imaginação.
Fuga à realidade,
Fuga à verdade.

As unhas cravaram-se,
Num dialogo, numa esperança.
Para alem disso,
Resumiu-se em nada.

Simplesmente nada.



Paulo Ramoa
18-30/09/1985